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quarta-feira, 6 de abril de 2011

O espírito Santo e As Manifestações Carismática..."

“Boa noite. Na renovação carismática se diz que quando a pessoa repousa no Espírito, ela fica num estado que parece que estar dormindo. Isso é realmente possível? E quem não consegue isso, significa que o Espírito não está com ele? Por favor: esta é a minha grande dúvida”. A.D, por e-mail.


Muitas igrejas têm afirmado que certos fenômenos físicos acompanham todas as pessoas que estão sobre a influência do Espírito Santo (a Terceira Pessoa da Trindade). Eis alguns deles: sono, êxtase, transe, arrebatamento de sentidos, queda (a pessoa cai no chão depois de o pastor colocar a mão sobre a cabeça dela), gritos, etc.


Entretanto, a Bíblia apresenta um quadro diferente daqueles que estão sob a sagrada influência Divina:
Gálatas 5:22, 23: “Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza,bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. a E contra essas coisas não existe lei.” (Nova Tradução Na Linguagem de Hoje)
Perceba que o fruto do Espírito, que se revela em nove qualidades de caráter, nada tem a ver com as manifestações carismáticas atuais. Pelo contrário: a presença do Espírito Santo, entre outras coisas que lemos, dá à pessoa paz e domínio próprio.

Efésios 4:30, 31: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.”
Perceba: o Espírito fica triste quando há no meio do povo de Deus amargura, raiva, ira e gritara (entre outras coisas).


Podemos concluir que, se o Espírito Santo produz nove qualidades de caráter que são pacíficas em si; e se Ele se entristecesse com gritos, as manifestações espirituais que não estão em harmonia com Gálatas 5:22, 23 e Efésios 4:30, 31 não vêm de Deus, por mais sinceras e amadas que tais pessoas sejam.
Um abraço,

Calça comprida, corte e pintura de cabelo que conselhos a biblía nos dar? Deuteronômio 22:5 e 1 Coríntios 11: 3- 15

“Sou evangélica, mas não acredito que o que mais importe para Deus seja a roupa… O que você diz sobre isto? Meu pastor afirmou que não devo vestir-me como homem e também pintar meus cabelos brancos, que tanto me incomodam… Será que ao fazê-lo estarei pecando contra Deus?” R.B., por e-mail.


Vamos à resposta bíblica, levando-se em conta o contexto cultural de Deuteronômio 22:5 e 1 Coríntios 11 – capítulos que geram (não por culpa da Bíblia, mas, do ser humano) controvérsias desnecessárias:
As normas existentes em muitas igrejas quanto ao uso da calça para mulheres e do corte de cabelo originaram-se devido às equivocadas interpretações de Deuteronômio 22:5 e 1 Coríntios 11:3-15. Tais textos, quando estudados à luz do contexto histórico, de modo algum apóiam a ideia de que o tipo de roupa usado pelas mulheres cristãs não possa variar com o passar dos anos; ou, que o cabelo delas não possa ser cortado. Farei uma breve análise com você a respeito do assunto para que tire suas próprias conclusões:

Deuteronômio 22:5 foi escrito numa época em que não existiam calças compridas, muito menos para mulheres. Naquele tempo, nem se cogitava a fabricação de tal produto. Portanto, Moisés não está tratando da calça comprida.
Moisés está orientando as mulheres para que não se vistam como homens. Lembremos que naquela época (e também nos tempos de Jesus), os homens usavam uma vestimenta que mais se assemelhava a uma saia…. O que diferenciava a vestimenta da mulher era uma espécie de cinto para prender a roupa na cintura (o homem usava um cinto de cor mais neutra. A mulher, algo mais colorido). É bem provável que o assunto tratado aqui seja o do travesti.


Na escócia, por exemplo, é costume os homens usarem saia. Será que Deus deixará de amar e salvar os escoceses por isto? De modo algum. Tal vestimenta faz parte da cultura deles (assim como nos tempos bíblicos). Assim, se algum pastor quiser fundamentar uma doutrina a respeito do vestuário na Bíblia, sem levar em conta o contexto histórico, terá também que ensinar aos irmãos da própria igreja a voltar a usar túnicas, parecidas com saias… O problema todo seria resolvido se levassem em conta que a roupa e o corte do cabelo são questões que variam de um tempo para outro.
Esses conceitos iniciais nos ajudam a entendermos o próximo texto bíblico.


1 Coríntios 11:3-15 foi escrito noutro contexto social. Na cidade de Corinto, uma mulher que cortasse o cabelo ou deixasse de usar o véu estava dizendo perante a sociedade que não mais estava sob a responsabilidade do marido, pai ou irmão mais velho e que, dali em diante, se tornara uma prostituta. Assim, para que as irmãs não fossem confundidas com as prostitutas e o testemunho delas se tornasse uma pedra de tropeço para a pregação do evangelho, Paulo pediu a elas que acatassem àquele costume da cidade de Corinto. Seria horrível para a igreja cristã se as irmãs fossem rotuladas por aquela cultura como sendo prostitutas. Já nos dias do Antigo Testamento, uma mulher prostitua foi identificada por encobrir o rosto com um véu (Gênesis 38:15). Percebeu o fator cultural?

O mesmo se dava em relação aos homens: em Corinto, todo aquele que deixasse o cabelo crescer era considerado homossexual. Já na época de Jesus (e do Antigo Testamento), o homem usava cabelo comprido normalmente. Era em Corinto que havia tal preconceito.


Assim, podemos ver que o assunto da calça comprida e do corte de cabelo não são princípios, mas questões culturais. Há na Bíblia costumes, que podem variar com o tempo por que foram dados apenas para um povo, de forma local. Existem também princípios, que são eternos, por terem sido transmitidos a todos e não a um povo específico. Nisto se enquadra o Sábado como dia de adoração e culto. Sendo que esse mandamento consta no Decálogo e que foi ordenado a todas as pessoas, não apenas para os judeus (ver Gênesis 2:1-3, Isaías 56:1-7, Marcos 2:28, etc.), deve ser observado para sempre em memorial ao Deus Criador. É importante diferenciarmos na Bíblia um PRINCÍPIO de um COSTUME.
Infelizmente, muitos se apegam a um costume cultural e deixam de lado um princípio universal e moral como o Sábado do Criador.


É lícito e correto o cristão se vestir decentemente e com modéstia (1 Timóteo 2:9), pois inclusive em nosso modo de vestir podemos refletir o caráter de Jesus. Porém, isto não significa que devamos ser desleixados com nossa aparência ou com o corpo, pois isso desagrada a Deus. Aqui podemos tratar do pintar o cabelo. Se a pessoa o faz por uma necessidade, para corrigir um problema ocasionado pelo pecado (Deus não criou o ser humano para envelhecer) qual o problema nisto? O errado seria pintar o cabelo com cores chamativas, que não levam a atenção dos outros para Deus.

Sendo que o corpo é o “templo do Espírito Santo” (1 Coríntios 3:16-17, 6:19-20) e o cabelo faz parte dele, também deve ser cuidado. Entretanto, tal questão (de cortar ou não o cabelo) deve ser analisada por cada um, individualmente, respeitando a opinião daqueles que pensam diferente. Também nesse tipo de atitude nosso cristianismo é manifesto.

Espero que essas reflexões lhe ajudem.

Um cristão deveria vender bebidas Alcoólicas? e cigarros?

Quem trabalha com produtos como cigarro, cerveja, etc., está pecando? Um pastor da igreja quadrangular me disse que não é errado, pois, a pessoa só esta fazendo o seu serviço. Isso procede? Ao meu entender vejo que é pecado, mas, gostaria da sua explicação…

 
Há fortes princípios bíblicos que nos mostram ser pecado a venda de cigarros, cervejas e outras bebidas alcoólicas:
1) O princípio de 1 Coríntios 3:16, 17: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?  Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.” (Conferir 1Co 6:19-20).
O corpo humano é o santuário, morada do Espírito Santo (a Terceira Pessoa da Trindade). Sendo o cristão chamado a ser “sal da terra” e “luz do mundo” (Mt 5:13, 14), ele não pode contribuir, através de um falso testemunho, com a propagação de substâncias que destruam a saúde das outras pessoas!
O apóstolo Paulo afirma claramente que, quem destruir o corpo (inclusive o corpo dos outros), será destruído, pois, o aspecto físico é sagrado.

2) O princípio de Êxodo 20:13: “Não matarás.”
A ingestão de álcool e o tragar cigarros mata. Dessa maneira, quem vende tais produtos (e também trafica drogas) está, de certo modo, “matando” outras pessoas e terá de dar contas a Deus por isso (Rm 14:12; Ap 22:15).
3) O princípio de Mateus 7:12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.”
Da mesma forma que um cristão não gostaria que alguém vendesse bebidas e cigarros para um filho seu, por exemplo, não deve vender para os filhos dos outros!

4) O princípio de Habacuque 2:15: “Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas!”
É proferido um “ai” sobre aquele que dá de beber a outras pessoas. E não poderia ser diferente, pois, a pessoa está contribuindo com os planos de satanás de destruir a saúde humana e acabar com as famílias, pervertendo assim ainda mais a sociedade.

Esses são alguns princípios que nos ensinam ser proibida por Deus a comercialização de fumo e bebidas alcoólicas.