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terça-feira, 26 de abril de 2011

VOCÊ FAZ sexo COM prazer ou POR PRAZER???

Você faz sexo COM prazer ou POR prazer?

Uma das perguntas mais freqüentes que recebo diz respeito à maneira de se fazer sexo. Cada e-mail e carta que leio fazem com que reforce minha opinião de que as igrejas precisam investir ainda mais em cursos preparatórios para o casamento. Quero que a resposta a seguir lhe motive a continuar em sua busca pelas orientações de Deus referentes ao ato conjugal. Recomendo que leia bons livros cristãos com seu cônjuge (ou quando estiver no noivado, não sendo casado no momento), o que será uma forma agradável (e correta) de aprender sobre um aspecto tão importante da vida.

Vamos à resposta à pergunta frequente que chega até mim: é pecado praticar sexo oral e sexo anal?”
O sexo é um presente de Deus para os casais casados (Gênesis 2:24) dado para a procriação (Gênesis 1:28) e para o prazer e deleite (Provérbios 5:18, 19; Livro de Cânticos). Portanto, a relação sexual dentro do contexto do casamento, que envolve segurança, não é pecado.


Sobre a forma de praticar o sexo, a Bíblia apresenta alguns conselhos. Deus, o criador do prazer sexual, projetou o nosso corpo para que possa desfrutar da relação da maneira mais prazerosa e saudável.
A Bíblia CONDENA: 
 
1) O sexo anal – 1Cor. 6:9 (termo “sodomia”). O ânus não possui lubrificação própria e não foi projetado pelo Criador para ser penetrado com o pênis, algo doloroso para a grande maioria das mulheres. Especialistas dizem que os músculos desta região do corpo ficam mais fracos, causando dificuldades para segurar as fezes. Além disso, as bactérias anais, quando entram em contato com a vagina da mulher durante a penetração vaginal, produzem infecções, e bem desagradáveis. O corpo é o templo do Espírito Santo (1Cor. 3:16, 17; 6:19, 20), ou seja, SAGRADO. Não deve sofrer lesões e precisa ser cuidado para que qualquer tipo de infecção não prejudique seu bom funcionamento.


2) Sexo durante o período menstrual – Lev. 18:20. As paredes vaginais ficam sensíveis durante o período menstrual e a penetração pode causar maiores sangramentos. Algumas mulheres que têm grande vontade de fazer sexo nesse período optam por ser acariciadas manualmente pelo marido quando há uma pequena pausa na menstruação. Outras, inclusive os maridos, não suportam nem pensar em tal possibilidade de satisfação.
Para mais informações sobre práticas sexuais ilícitas, ler todo o cap. 18 de Levítico.
A Bíblia NÃO SE POSICIONA:
 
1) Sobre o sexo oral – os especialistas cristãos diferem em seus pontos de vista sobre este assunto. Alguns acham que não há problemas em o casal fazer carícias orais antes da penetração se ambos forem pessoas saudáveis. Outros acreditam que os tecidos bucais não são resistentes às bactérias genitais e, portanto, não recomendam.

2) Sobre o tipo de posição que o casal pode adotar ao fazer sexo.
1 Coríntios 7:3-5 apresentam orientações que podem ajudar o casal a decidir sobre como dar prazer ao outro (o sexo não pode ser egoísta):

a) Verso 3 – cada um deve conceder aquilo que é devido à pessoa amada. Marido e mulher precisam entrar num consenso ao expor a forma como gostariam de ser acariciados (com carícias orais ou não);
b) Verso 4 – tanto um quanto o outro têm o dever de satisfazer o desejo sexual do outro, quando houver condições físicas e psicológicas para isso, é claro;

c) Verso 5 – marido e mulher não devem ficar muito tempo sem fazer sexo porque satanás pode aproveitar a situação e colocar outra pessoa no caminho.

Concluindo: o casal cristão não deve praticar aquilo que Deus condena na Bíblia e, sobre aquilo que não foi relevado, ambos precisam dialogar e decidir JUNTOS, considerando o princípio de Rom. 14:22, 23. JAMAIS o cônjuge deve ser pressionado ou obrigado a fazer aquilo que não quer, pois não respeitar a sensibilidade e a consciência moral do outro se constitui em GRAVE pecado.

Deus lhe abençoe ricamente,

“Ninguém subiu ao céu” – João 3:13

“Ninguém subiu ao céu” – João 3:13

A Bíblia afirma que muitos foram levados ao Céu quando Cristo ressuscitou… Em outro texto Jesus diz que ninguém subiu ao Céu… Como harmonizar isso?

Uma das perguntas feitas no blog.
A Bíblia diz que Enoque, Moisés e Elias foram levados ao Céu em vida (Gênesis 5:24, Hebreus 11:5; Deuteronômio 34:6, Mateus 17:1-8, Judas 1:9; 2 Reis 2: 9-14 – Moisés foi ressuscitado).
Mas, em João 3:13 relata: “Ora, ninguém subiu ao céu senão aquele que de lá desceu, a saber, o filho do homem”. Como entender essa aparente contradição?


João 3:13 é compreendido à luz de seu contexto interno (o que vem antes ou depois do verso). Lendo a partir do primeiro verso, vemos que Jesus está dirigindo o assunto a Nicodemos, que estava com dificuldades de compreender a doutrina do Senhor.


O verso 12 é a chave para a interpretação. Jesus diz a Nicodemos que, se não crer nas coisas terrenas explicadas por Ele (que ilustravam o Novo Nascimento), como poderia crer nos assuntos celestiais?
Analisando conjuntamente os versos 12 e 13, vemos que Jesus diz que “ninguém subiu ao céu para falar das coisas celestiais se não aquele que de lá desceu, o filho do homem” (Cristo).
Adam Clarke apresenta o seguinte comentário:


“Parece haver aqui uma expressão figurada, indicando que ninguém conhece os mistérios do reino de Deus como lemos em Deut. 30:12; Sal. 73:17; Prov. 30:4; Rom. 11:34. A expressão pode ser compreendida, relacionando-a com a seguinte máxima: Para estar perfeitamente familiarizado com os acontecimentos de um lugar é necessário que a pessoa esteja no lugar. Nosso Senhor provavelmente pretendia corrigir uma falsa noção dos judeus, a saber, que Moisés ascendera ao céu para receber a lei” [Citado pelo Professor Pedro Apolinário em Leia e Compreenda Melhor a Bíblia (Instituto Adventista de Ensino, Agosto de 1985. 2a Edição Ampliada), pág. 130.]
Portanto, este versículo não se refere a Enoque, Moisés ou Elias, pois seus nomes nem são mencionados. Afirma que ninguém subiu ao céu e de lá desceu para falar das coisas de Deus, a não ser Jesus Cristo, que é o próprio Deus encarnado (João 1:1-3; 14).
Sempre que precisar de ajuda conte comigo.


Um abraço,

Quem tem tatuagens será salvo?

Quem tem tatuagens será salvo?

“O que diz a Bíblia sobre o uso de tatuagens?” C. R., ouvinte da rádio Novo Tempo, por e-mail.
Podemos ver na Palavra de Deus pelos menos dois textos objetivos que tratam a respeito (há outros versos que podem ser bem analisados):


“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gênesis 1:27.

Aqui vemos que o ser humano, coroa da criação de Deus, foi feito “à imagem e semelhança do Criador”. Isso indica que não precisa de “enfeites” em seu corpo, pois já foi feito semelhante ao Ser mais perfeito e belo do universo. Fazer algum tipo de marca que mude essa imagem e que traga dor naquilo que é considerado o “santuário do Espírito Santo” (o corpo – ver 1 Coríntios 3:16-17, 6:19-20) é demonstrar um certo descontentamento com a imagem de Deus, desrespeitando-O. O desejo de tatuar o corpo pode ser um indicativo de que a auto-estima precisa ser mais bem trabalhada.
Veja outro versículo a seguir:

“Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o SENHOR.” Levítico 19:28.

Sobre esse texto, assim se posiciona o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, no vol. 1:
“Provavelmente se refira a tatuagens (assim traduz a versão da Bíblia de Jerusalém – BJ), costume que em si não é imoral, porém certamente indigno do povo de Deus, pois tende a danificar a imagem do Criador”.

A tradução na “Nova Versão Internacional” apoia a opinião do referido comentário:
“Não façam cortes no corpo por causa dos mortos, nem tatuagens em si mesmos. Eu sou o Senhor”.
Do mesmo modo que o apóstolo Paulo, as únicas marcas que deveríamos trazer em nós deveriam ser aquelas em favor de Cristo: “Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus.” Gálatas 6:17.


Se você tem uma (ou mais) tatuagem, não se atormente: Jesus apaga o seu passado. Ao demonstrar arrependimento (Atos 3:19) e aceitação pelos ensinos da Bíblia (Apocalipse 1:3), Deus lhe perdoa (Salmo 32:5) e o (a) considera como se NUNCA tivesse feito tatuagem alguma! (1 João 1:9). O perdão de Deus é maravilhoso e Ele coloca a sua disposição todos os recursos para melhorar a sua auto-estima (Filipenses 2:13) a fim de que consiga se sentir bem (e feliz) sem “desenhos” pelo corpo.
E, não esqueça: você é o desenho mais lindo que Deus já fez!
Podendo ajudar em mais alguma coisa, estou à disposição.
Com estima,

Ciência “versus” religião

Ciência “versus” religião

No espaço para comentários do artigo “A ciência VERDADEIRA…”, assim como noutros, tive um debate com uma senhorita que não se expressou bem ao falar do que escrevi e também sobre a religião.

Mesmo alguns debates estando espalhados pelo blog, na medida do possível os disponibilizarei nesta seção para que possa encontrar com mais facilidade.
Um abraço!


Comentário de Maria Lúcia
A necessidade do ser humano em acreditar que algo transcende este “vale de lágrimas” o leva, como diz o poeta Ferreira Gullar, a criar deuses para depois dizer que foram os deuses que o criaram, a ele, ser humano. Leva-o também, acrescento, a comezinhas falhas de lógica, embora, depois, crie toda uma argumentação “lógica” para dizer que não foi ilógico, que não feriu o elementar senso comum.
Assim, o pastor Leandro Quadros, numa crítica comum aos que se sentem incomodado com verdades incômodas, a atribuir à imprensa (argh! já não aguento essa macaqueação ao americanismo “mídia”) uma idolatria (sic) aos cientistas. Mas, olha a contradição, ele busca abonar seu ponto de vista recorrendo a um professor sobre quem, para dar mais peso ao que foi dito, informa sua formação acadêmica em Oxford, o que trai, dentre outras coisas, nosso velho provincianismo, oriundo de nosso complexo de vira-lata (apud Nelson Rodrigues), que precisa sempre dizer que alguém tem um título superior obtido num estabelecimento de ensino lá das Oropas para dar mais credilidade às idéias e opiniões.
Leandro Quadros, ouço dizer, é jornalista. Mas pelo jeito jamais conheceu a vida interna de um órgão de imprensa, de um grande jornal ou revista. Daí, como um neófito na área, vive atribuindo à imprensa um espírito conspiratório. É a velha mania de fanáticos religiosos que em tudo vêem a mão do diabo, a mais providencial figura criada pelas religiões, ocidentais e orientais, pois varia o nome do demo mas a função é a mesma, para poder explicar por que deuses bons permitem a existência do mal.
Certa feita li, já não me lembro onde, que um dia a ciência talvez cure todas as doenças, mas nunca a estupidez humana. E as religiões, como não nos deixa mentir as guerras religiosas, que há milênios acompanham o homem, é a forma mais cínica, porque travestida em bondade e etc & tal, dessa estupidez.

Resposta à Maria Lúcia

Olá, Maria Lúcia,


Deixando de lado seus termos mal-educados – “estupidez” e “neófito” -farei algumas observações sobre o que escreveu.

A necessidade do ser humano de crer em algo que o transcende por si só derruba a teoria evolucionista e suas afirmações. Isso porque, na teoria de Darwin, não há lugar para o religioso. A Antropologia Descritiva prova que por natureza, o ser humano é religioso (estudei Antropologia na Faculdade de Jornalismo e convivi sim com profissionais muito gabaritados. Como pode afirmar algo sobre minha experiência profissional sem me conhecer?). Como a evolução explica essa necessidade intrínseca? A religiosidade e especialmente a consciência moral do ser humano (que Darwin e nenhum filho dele pós-moderno consegue explicar evolutivamente) foram alguns dos pontos que levaram o maior filósofo dos últimos 100 anos (agora não estou citando alguém com Ph.D, já que isso a incomodou) – Antony Flew – a crer em Deus. Durante 50 anos ele combateu a religião, Deus e a teologia (escreveu cerca de 30 obras). E hoje, depois de ser sincero com ele mesmo, disponibilizou o livro “Um Ateu Garante: Deus Existe” (Ediouro).
Por que a imprensa não entrevista uma pessoa dessas? Por que os cientistas criacionistas não têm o mesmo espaço que os darwinistas?


Por que a revista “Época” manipulou uma entrevista que fez com doutores criacionistas de uma de nossas universidades para MENTIR que em nossas faculdades a teoria evolucionista não é ensinada?
Por favor, Maria Lúcia! Qualquer leigo percebe que a imprensa é sim tendenciosa. E, se não for o jornalista que escreve a matéria, é o editor que a distorce quando o assunto é evolução versus criação.
Sou pós-graduando em jornalismo científico e tenho me especializado para divulgar ciência e tecnologia. Um dos temas que mais debatemos com os professores (veja: eles nos ensinam sobre isso) é o de que a mídia coloca o cientista num pedestal e que, para exercermos o jornalismo científico especializado – e sério – precisamos quebrar com esse paradigma. Recomendo que leia mais sobre Wilson da Costa Bueno (sei que ele não gosta do criacionismo, mas, as críticas dele ao chamado “jornalismo científico brasileiro…” devem ser analisadas por qualquer comunicador sério).


E, para finalizar: não culpe a religião pelas maldades do ser humano. A religião saudável faz bem à saúde (isso é comprovado cientificamente). Leia o artigo da Revista Galileu, (abril de 2009) escrito por Edmundo Clairefont, intitulado “Questões de Fé”. Ali verá que as pessoas religiosas têm mais resistência às doenças (entre outras vantagens).


Se seguir o seu “viés” (o que jamais farei) posso afirmar o mesmo em relação à ciência: com suas descobertas tem ajudado e ao mesmo tempo matado a humanidade. O problema não está na ciência e nem na religião, mas, no ser humano que é falho.
Seria justo culpar todos os evolucionistas pelo massacre realizado por Hitler, que tinha como base para suas ações a “evolução” da raça dele?

Para saber a diferença entre uma pessoa religiosa e outra que não o é (não me refiro a todos os ateus, pois, conheço muitos educadíssimos e de ótimos princípios), compare a vida de Madre Tereza de Calcutá com as “obras” de Lênin, Stalin, Hitler… Talvez isso lhe ajude a ver que a estupidez está em afirmar que a ciência é a única forma de conhecimento humano que trás benefícios à humanidade (há ainda mais três: conhecimento filosófico, religioso e senso comum).

Cordialmente,

“Por que oro a Deus e sinto que nada acontece?”

“Por que oro a Deus e sinto que nada acontece?”

Muito interessante essa questão apresentada por um telespectador. O sentimento de que “nada acontece” quando oramos pode ter pelo menos duas origens:

1) Na nossa maneira errada de pedir: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” Tiago 4:3. Podemos estar orando por motivos egoístas ou esquecemos Jesus (é bom finalizar a oração em nome de Jesus – João 14:12-14).
2) Nos nossos sentimentos corrompidos pelo pecado. A Bíblia diz que o nosso coração é “enganoso e desesperadamente corrupto” (Jeremias 17:9). Portanto, mesmo que o Espírito Santo use nossa consciência para nos comunicar a vontade de Deus (Isaías 30:21), não podemos confiar “cegamente” naquilo que pensamos ou sentimos (Jeremias 17:5).

Nesse caso, você e eu precisamos fazer duas coisas:

a) Confiar mais em Deus – que afirma ouvir e atender (no tempo certo) nossas orações (ver Mateus 7:7-11) – do que em nossos sentimentos. É bom confrontar os pensamentos negativos com 1 João 3:19, 20 e decidirmos crer mais na Revelação Escrita do que em nós mesmos!

b) Persistir na oração. Em Romanos 12:12 Deus recomenda que sejamos perseverantes e Jesus Cristo – a Segunda Pessoa da Divindade – até contou uma parábola sobre a importância de orarmos sem desanimarmos:

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” Lucas 18:1-8 (Grifo acrescentado).

Por isso, se sinta à vontade para continuar em suas orações.

Fale com Deus a respeito dessas dicas e verá o quanto Ele está interessado em cada palavra que você diz ou pensa.

Um forte abraço,

Os homossexuais serão salvos?

Os homossexuais serão salvos?

Veja que situação complicada dessa jovem que nos escreveu:
“Sou recém-convertida e estou amando um rapaz que segue a Deus na minha religião. Ele aceitou a Jesus tem pouco tempo. Infelizmente, ele me confessou que não pode ter um relacionamento comigo porque ainda tem desejos homossexuais. Acredito que ele poderá ser um vencedor, mas, não me quer do mesmo jeito. O que faço?”


Resposta (adaptada, para não identificá-la):



“Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.” Lucas 18:27.
Li com carinho sua carta e tive uma mistura de sentimentos: alegria por seu batismo e pena de você e desse rapaz, que luta contra os desejos homossexuais. Realmente, Deus pode libertar alguém do “vício” do homossexualismo. Não tenho dúvidas disso. Porém, tenho visto que para alguns esse processo de mudança é bem mais complexo. Creio que Deus permite que isso seja assim (isto é apenas um dos motivos, claro) para que a pessoa exercite o seu poder de escolha e cresça. Para isso, aquele (a) que tem tendências homossexuais terá que entregar o desejo sexual a Jesus e decidir ser puro (a) TODOS OS DIAS.
Durante os anos em que trabalho aqui, aconselhei por carta, e-mail e telefone aproximadamente 500 homossexuais. Classifico-os em pelo menos 3 grupos:


1) Aqueles que vencem a prática homossexual e inclusive os desejos (minoria);

2) Aqueles que vencem a prática homossexual, mas continuam com os desejos (grande maioria. Alguns ficam com o desejo por anos; outros, pela vida toda);

3) Aqueles que foram derrotados porque desistiram.

Seu amigo precisa entender que o jeito é continuar lutando e não fechar o coração para o amor de uma mulher. É claro que isso não será a solução para os problemas dele, mas, ajudará muito a direcionar a mente para o sexo oposto, a reeducar-se a fim de apreciar, na medida de suas possibilidades, o amor feminino.
Há uma diferença entre ser homossexual e ter as tendências homossexuais. Em minha opinião, a pessoa que não pratica o ato não é homossexual mesmo que sinta desejos. Tem as tendências (é um pecador), mas, não tem relações íntimas com aqueles (as) do mesmo sexo (não é um “pecadeiro”). Seu amigo precisa crer que, se Jesus voltar hoje e ele estiver lutando contra as tendências SEM SER UM HOMOSSEXUAL, (que pratica o ato), a graça do Senhor irá cobrir o que faltar nele!


Filipenses 1:6 se cumprirá na vida daqueles que não são “pecadeiros” e que seguram na mão de Deus durante a sua caminhada neste mundo: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” 


Crendo nisto, ele poderá virar a página. Continuar se relacionando com Jesus e cortando os pensamentos homossexuais, 50, 70, 100 vezes no dia, se for preciso. Ele não pode evitar que o pensamento homossexual venha à mente dele, mas, pode impedir que permaneça.


Pode também cortar relações com rapazes homossexuais que despertem os desejos nele. É uma questão de escolha: “… Até quando hospedarás contigo os teus maus pensamentos?” Jeremias 4:14.

Conheci uma pessoa (que não me autorizou a identificá-la) que abandonou o homossexualismo e que hoje, apesar dos conflitos dele, está feliz na sua igreja, com a esposa. Por isso, tenho convicção da salvação dele, mesmo que tenha os desejos homossexuais (pois não pratica o ato e luta contra eles, ao lado do Salvador!)
Você não poderá decidir pelo rapaz. Ele precisa fazer isso depois de orar a Deus e ver se será o melhor para ele, nessas circunstâncias, namorar uma moça. Somente ele e Deus poderão decidir juntos.
Enquanto isso continue orando e separe um tempo para ler alguns livros cristãos sobre relacionamento. Viva a sua vida sem pensar muito nele, pelo menos no momento. Ele está se reencontrando consigo e precisa do espaço dele.

Sempre que quiser escrever, sinta-se à vontade.
Deus lhe abençoe,

O relato do rico e Lázaro – Lucas 16:19-31

O relato do rico e Lázaro – Lucas 16:19-31




Em uma parábola, pode-se dar nomes aos personagens. Não há uma regra literária que proíba ou mesmo condene o uso de nomes próprios em uma parábola, sendo que o objetivo desta é apenas ensinar uma lição moral e não servir de doutrina.


O fato de Jesus ter dado nome aos personagens não indica que ambos existiram e que o relato seja literal. “Sendo uma alegoria, os personagens não podem ser reais, por isso cremos, que nem o rico nem lázaro existiram. Se a declaração fosse real, nela haveria idéias pagãs, conceitos de tradição talmúdica e metáforas judaicas” . – Pedro Apolinário, Leia e Compreenda Melhor a Bíblia, [Instituto Adventista de Ensino, agosto de 1985. 2a Edição Ampliada], pág. 219.


Jesus contou esta história após uma seqüência de parábolas; por que este único relato não o seria? Com base nas melhores regras de interpretação do texto, se no mesmo bloco de assunto ( – Lucas 15 a 17:10 – perícope) há uma séria de parábolas, é claro que a do rico e Lázaro também o é!


O prezado amigo disse que “neste aspecto os Adventistas, ao contrário do que foi dito, não estão bem assessorados… quem compartilha com esta idéia são as Testemunhas de Jeová que nem na divindade de Cristo acreditam”. Com todo o respeito, está equivocado.
Comentaristas não adventistas (conquanto sejam imortalistas) crêem que este relato de Lucas 16:19-31 é uma parábola, entre eles: Hastings, Rand, Smith, Davis, Angus, entre muitos. Vamos a algumas citações:
“A narrativa por certo não foi engendrada por Jesus para a circunstância que a motivou. Isto porque há casos análogas e paralelos na literatura rabínica, e o Prof. Gressman os identifica como de origem egípcia, representados principalmente pelo conto SI-USIRE, o qual relata, com o realismo de quem conhece os segredos do além, como um mendigo de Mênfis, queimado sem honras, foi visto vestido de linho real no reino de Osíris, enquanto um homem rico que recebera suntuoso sepultamento na terra fora conduzido ao Hades.” – William Manson, The Gospel of Luke, The Moffatt New Testament Commentary (Harper and Brothers), pág. 190.


“Não há, na parábola, o propósito de dar informações acerca do mundo invisível. Nela é mantida a idéia geral de que a glória e a miséria depois da morte são determinadas pela conduta do homem antes da morte; mas os pormenores da história são extraídos das crenças judaicas relacionadas com a situação de almas no Sheol, e devem ser entendidas de conformidade com essas crenças. As condições dos corpos dos personagens são atribuídas a almas a fim de nos permitir compreender o enredo da narrativa.” – Rev. Alfred Plummer, Critical and Exegetical Commentary on the Gospel According St. Luke – New York – Scribners – 1920, pág. 393.


“Não há evidência clara de que os judeus nos dias de Jesus cressem num estado intermediário, e é inseguro ver nesta expressão [seio de Abraão] uma referência a tal crença.” – Sailer Mathews, art. “Seio de Abraão”, Dictionary of the Bible, James Hastings, pág. 6.


Smith, em seu conhecido dicionário bíblico, conclui: “É impossível firmar a prova de uma importante doutrina teológica numa passagem que reconhecidamente é abundante em metáforas judaicas.” – Dr. William Smith, Dictionary of the Bible, vol. 2, pág. 1038.

Edershein, em seu livro Life and Times of Jesus the Messiah, afirma categoricamente que a doutrina da vida além da morte não pode ser extraída desta parábola.
Diz um outro autor evangélico:


“Coisas omitidas da narrativa: o sangue que faz remissão, a graça que perdoa os arrependidos e a fé que descansa numa obra expiatória.” – S. E. Mc Nair. Guia do Pregador, vol. 1, pág. 36
O estudioso Charles L. Lewis, (evangélico) pondera:


“Não se admite, como pretendem muitos, que o seio de Abraão seja uma expressão figurativa da mais elevada felicidade celestial, pois o próprio Abraão em pessoa aparece na cena. Se, pois, ele próprio se acha presente numa cena literal, é incorreto usar seu seio, ao mesmo tempo, em sentido figurativo. Se seu seio é figurado, então o próprio Abraão também o é, e também a narrativa inteira” – Charles B. Ives, The Bible Doctrine of the Soul, 1877, págs. 54 e 55.


“Jesus serve-Se da concepção e crença comuns de Seu povo, a respeito de um estado intermediário entre a morte e a ressurreição final, para, num diálogo sublime e simbólico mantido no mundo invisível entre Abraão e o rico…” – Sátilas Amaral Camargo, Ensinos de Jesus Através de Suas Parábolas, pág. 165.


Conforme exposto pelo Professor Pedro Apolinário, “Bloomfield declarou com segurança: ‘Os melhores co¬mentadores, tanto antigos, como modernos, com razão consideram-na uma parábola’”.
Como pôde ver, não estamos mal assessorados… O relato de Lucas 16, quando examinado pormenorizadamente, evidencia claramente que o mesmo deve se tratar de uma parábola; caso fosse literal, muitos absurdos (um “espírito” sente sede, proximidade entre o Céu e o inferno a ponto de os mortos poderem conversar, Abraão seria o intercessor ao invés de Jesus, Deus não está presente no Céu, etc) teriam de ser aceitos como doutrina.


Analisando a parábola

 
É oportuno deter-nos em alguns aspectos da narração de Jesus a fim de que compreendamos se a mesma era literal ou seria apenas uma ilustração. O objetivo de Cristo certamente não era dar um estudo sobre a morte, pois Ele acreditava ser esta um “sono” (cf. João 11:11-14). Se o Senhor tivesse o propósito de falar acerca do mundo dos mortos teríamos de aceitar que:
Verso 23: o inferno está tão próximo do paraíso que de lá os ímpios podem enxergar os justos, inclusive conversar com eles;

Verso 24: um espírito bebe água, possui dentes e língua. Na verdade, isto mais parece um corpo humano do que um “espírito” (não poderia ser um corpo espiritual, pois a ressurreição ainda não ocorreu – cf. Verso 31);

Versos 24 e 27: Abraão é o intercessor entre Deus e os homens, ao invés do Senhor Jesus (ler 1 Timóteo 2:5);


Verso 25: Lázaro foi salvo por ser pobre, ou seja, pelas suas obras (ver Efésios 2:8 e 9);
Há na história contada por Jesus outros aspectos que nos levam a crer que a mesma não era literal: (1) por que a presença de Deus não foi notada no Céu, sendo que Ele está lá? (2) Se o “seio de Abraão” é o lugar para onde vão os salvos por ocasião da morte, para onde foram aqueles que morreram antes de Abraão sendo que ele morreu uns dois mil anos antes de Jesus ter vindo? (antes de Abraão morrer, muitos já não existiam…).


Sendo assim, é impossível crer na existência de um inferno com base na parábola do Rico e Lázaro.
Cristo apenas usou uma crença popular da época a fim de ensinar aos seus ouvintes que uma pessoa não irá para o Céu por ser rica, pois os fariseus achavam que aqueles que eram prósperos eram abençoados por Deus e os pobres, amaldiçoados (leia João 9:1-3).


Jesus inverteu os papeís para mostrar que a riqueza não é uma prova de que Deus está no comando da vida de alguém ou indicação de que esta pessoa será salva. E que a pobreza não determina a perdição.
E, a principal lição do Senhor está no final da parábola: “Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.” Lucas 16:31. Se a pessoa não ouvir e crer na mensagem de Moisés e dos profetas (em todo o Antigo Testamento), não será convencida de que precisa ser salva mesmo que ressuscite uma pessoa dos mortos.
Extrair da parábola algo além do que ela quer ensinar é desconsiderar o contexto bíblico e a opinião majoritária (não que isso seja fundamento para uma verdade) de que Lucas 16:19-31 não é uma prova de que existe um “inferno”. É apenas um relato parabólico.
Um abraço carinhoso, na graça,

Beber “socialmente” é que forma alcoólatras na “sociedade” – Parte 1

Beber “socialmente” é que forma alcoólatras na “sociedade” – Parte 1

Acho muito estranha a ideia de que “beber socialmente não faz mal à saúde.” Além disso não ser verdade (como verá a seguir), o fato de existirem muitos alcoólatras já é prova suficiente de que o melhor é não beber. Afinal, ninguém bebe para ser alcoólatra… Começa-se aos poucos.
A seguir quero repartir com você um estudo sobre o termo “vinho”, como é usado na Bíblia. Verá também que os benefícios para o coração não se encontram no álcool e sim nos “flavonóides” – que estão presentes na casca da uva. Para reforçar: o Dr. Helevom Rosa, grande amigo meu, me disse que há um estudo no RS onde a pesquisadora comprovou que o puro suco da uva tem 30% mais flavonóides que o vinho com álcool! Fica aí um alerta também aos médicos que costumam “orientar” os pacientes a tomarem um pequeno cálice de vinho logo após as refeições. Por que não indicar o puro suco da uva, que tem mais flavonóides?



Há diferentes palavras hebraicas e gregas para o termo “vinho”. Antes de explicar-lhe algo sobre isso, vou transcrever dois textos bíblicos que mostram claramente a diferença entre o vinho fermentado (alcoólico) e o não fermentado (não alcoólico):


“Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco. Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber. Prov. 23:29-35.
“Assim diz o SENHOR: Como quando se acha vinho num cacho de uvas, dizem: Não o desperdices, pois há bênção nele, assim farei por amor de meus servos e não os destruirei a todos”. Isa. 65:8.
Aqui, podemos ver claramente dois tipos de vinho. Se fosse o mesmo, seria uma contradição. O primeiro texto trata do vinho com álcool. Seria impossível Jesus usar na santa ceia o tipo de vinho mencionado aí. Estaria indo contra a Bíblia. O segundo texto (Isa. 65:8), aborda o vinho sem álcool, do puro suco natural da uva.
Vamos ao estudo das palavras para se referir ao vinho, nas línguas originais da Bíblia [Os dados a seguir, quanto ao significado de tais palavras no original, foram extraídos do livro "Consultoria Doutrinária". Casa Publicadora Brasileira, 1979]:
No Antigo Testamento: 


1) Tirôsh – essa palavra é usada para se referir ao vinho que não é alcoólico. Aparece 38 vezes no AT e está relacionada com coisas boas: Gên. 27:37; Sal. 104:15; Prov. 3:10; Oséias 2:22, etc.
2) Shekar – sempre usada para se referir ao vinho alcoólico: Prov. 20:1; Prov. 23:29 e 30; Isa. 28:7; Isa. 5:11, etc.


3) Yayin – palavra usada para se referir ao vinho em geral, tanto alcoólico quanto não-alcoólico. Ocorre 140 vezes no AT. 1Sam. 1:14; Isa. 55:1.
No Novo Testamento:

 
Também há 3 palavras para se referir ao vinho, só que palavras gregas (no Antigo Testamento, hebraicas)
(1) Sikera e (2) gleukos – usadas apenas 1 vez cada uma, fazendo alusão ao vinho fermentado e alcoólico: Luc. 1:15; Atos 2:13;


3) Oinos – é a mais empregada no Novo Testamento e é usada em referência tanto ao vinho fermentado quanto ao não fermentado. A Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento hebraico que foi traduzida por 70 eruditos judeus – por isso, o nome “Septuaginta”) utilizou a palavra “oinos” para traduzir as palavras Yayin (vinho em geral) e tirôsh (vinho não fermentado): Luc. 7:33; João 4:46.


Podemos perceber que alguns termos hebraicos e gregos são usados tanto para o vinho alcoólico quanto para o vinho não alcoólico. Neste caso, devemos fazer uso do contexto bíblico - todos os versos sobre o assunto – para sabermos a que tipo de vinho o versículo bíblico está se referindo.
Entendendo alguns textos difíceis


 
Há versos sobre o vinho que não podem ser explicados apenas levando-se em conta o significado das palavras no original. Eis alguns exemplos: Deut. 14:26, Prov. 31:6 e 1Tim. 5:23. Tais versos devem ser entendidos em seu contexto, nas circunstâncias em que foram escritos.


(A) Deut. 14:26 – Deus tolerou nos dias do Antigo Testamento algumas práticas que Ele nunca aprovou. A tolerância foi por causa da ignorância e dureza de coração do povo. Pelo fato de o povo de Israel ter vivido no Egito, convivido com pagãos, alguns costumes perniciosos ficaram muito arraigados na vida deles: o uso de álcool, a prática da bigamia e poligamia, e o uso de jóias. Sendo Deus paciente e “grande na força da Sua compreensão” (Jó 36:5), suportou por um tempo tais costumes e, na medida em que o tempo passava, foi reeducando-os (Deut. 14:26) para que se parecessem cada vez mais com Ele. No Novo Testamento há mais luz sobre o assunto e hoje temos muitas informações sobre os malefícios do álcool. Veio o tempo quando Deus ordenou que todos os homens se arrependessem (Atos 17:30). E, aqueles que persistirem em suas práticas erradas mesmo tendo sido aconselhados e informados por Deus, não teriam mais desculpa para o seu pecado (João 15:22).


(B) Prov. 31:6 – o comentarista Metodista Adão Clarke assim explica esse texto em seu comentário bíblico: “Dai bebida forte para aquele que está morrendo. Já temos visto que bebidas embriagantes eram misericordiosamente dadas aos criminosos condenados, para torná-los menos sensíveis às torturas que enfrentariam na morte. Isto é o que foi oferecido a nosso Senhor, mas ele recusou” [Citado por Pedro Apolinário em "Explicação de Textos Difíceis da Bíblia" - 4ª edição, pág. 102.]. Essas bebidas eram feitas misturando ervas narcóticas. Nos dias de Jesus, oferecia-se ao indivíduo uma mistura de vinagre e fel (mesmo em momentos de dor, Cristo rejeitou tal substância, pois não queria perder a Sua consciência com os efeitos do álcool. Ver João 19:28 e 29 – compare com o Sal. 69:21, que profetizou esse evento. Que exemplo para o ser humano, que muitas vezes quer mergulhar-se no álcool para fugir dos seus problemas, sendo que a solução e cura vêm pelo “bater de frente” com a situação. Diante das situações desesperadoras Jesus nos orienta a irmos a Ele [Mat. 11:28-30] e não até a garrafa).
(C) 1Tim. 5:23 – para entendermos esse verso bíblico, precisamos saber o motivo que levou Paulo a dar esse conselho e também comparar o texto com outro escrito pelo mesmo autor, Efé. 5:18. Paulo orientou Timóteo a usar “um pouco de vinho” como remédio por causa de uma enfermidade, provavelmente no estômago. Alguns médicos hoje em dia também recomendam o uso de suco de uva devido à sua rápida absorção pelo sistema orgânico. E, Efésios 5:18 nos esclarece que esse “pouco de vinho” recomendado pelo apóstolo não poderia ser o alcoólico.



A Bíblia diz que há maldição para aqueles que bebem e/ou induzem outros a usarem bebidas alcoólicas: “Ai dos que se levantam cedo para embebedar-se, e se esquentam com o vinho até a noite!” “Ai daquele que dá bebida ao seu próximo, misturando-a com o seu furor, até que ele fique bêbado, para lhe contemplar a nudez”.

Beber “socialmente” é que forma alcoólatras na “sociedade” – Parte 2

Beber “socialmente” é que forma alcoólatras na “sociedade” – Parte 2

Os que os médicos dizem sobre o “beber socialmente”?

 
O Dr. César Vasconcellos de Souza (médico psiquiatra) no seu artigo “Vinho faz bem ao coração?” [Para maiores detalhes, acesse o site www.portalnatural.com.br] fornece outras informações sobre os malefícios do álcool: “O fígado é o principal órgão responsável pela metabolização do álcool. Em média se gasta uma hora para o fígado processar um drinque. Se uma pessoa permanece bebendo 3 drinques por dia o corpo mostra sinais de estresse pela sobrecarga do trabalho de eliminação do álcool. Após poucas semanas ingerindo 4 ou 5 drinques por dia as células do fígado começam a acumular gordura, e se a pessoa insiste em beber pode surgir hepatite alcoólica, com inflamação e destruição das células do fígado. Isto conduz à cirrose, que é uma doença irreversível e progressiva que leva à morte. Cerca de 15% das pessoas que insistem em beber após a hepatite alcoólica, desenvolve cirrose hepática”. Sobre os “benefícios” que o vinho traz para o coração, segundo alguns estudos, o médico explica: “Quanto ao fato de o vinho ser ou não benéfico, um estudo feito no Segundo Departamento de Cardiologia do Hospital Geral da Universidade de Attikon, na Grécia, (publicado em Dez 2005 pela revista científica Euro Journal Cardiovascular Prev. Rehabil., 2005 Dec; 12(6):596-600, com o título “Componentes polifenólicos de uvas vermelhas melhoram a função endotelial em pacientes com doença cardíaca coronária”), mostrou que tomar vinho tinto melhora a dilatação dos vasos sanguíneos atuando no endotélio (tecido da parede dos vasos). No estudo foi dado a um grupo de homens que tinham doença cardíaca coronariana um extrato de polifenol extraído de uvas vermelhas (600mg) dissolvido em 20ml de água e também deram os 20ml de água com um placebo (substância sem efeito nenhum) como se fosse o extrato da uva, assim que todos os homens pensavam que estavam tomando o extrato da uva e eles foram escolhidos ao acaso pelos pesquisadores. Usaram ultra-sonografia de alta resolução para avaliar a dilatação da artéria braquial após uma hiperemia provocada pela obstrução com um garrote no braço. Mediram a dilatação em jejum, e 30, 60 e 120 minutos após terem tomado o extrato ou placebo. O resultado encontrado foi que os que tomaram o extrato da uva tiveram realmente uma dilatação da artéria atingida após 60 minutos a qual foi muito maior do que o que ocorreria normalmente naquelas circunstâncias. Não ocorreu nenhuma mudança na dilatação da artéria dos homens que tomaram o placebo. Os pesquisadores concluíram que os componentes polifenóis de uvas vermelhas melhoram a função endotelial nos pacientes com doença cardíaca coronária. Estes resultados, segundo eles, poderiam provavelmente explicar, pelo menos em parte, os efeitos favoráveis do vinho tinto para o sistema cardiovascular. O álcool (etanol) é tóxico para o organismo humano, mas componentes da uva são saudáveis”.

 
O álcool arruína o fígado e o corpo, considerado o templo, santuário do Espírito Santo (1Cor. 3:16-17; 6:19-20). Portanto, o corpo é algo sagrado, do qual Deus pedirá contas no dia do juízo (2Cor. 5:10).
É por isso que o apóstolo Paulo disse que uma pessoa não pode ser cheia de vinho alcoólico e do Espírito Santo, ao mesmo tempo. Terá que escolher entre o vinho e o Espírito de Deus:
“Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito” Efé. 5:18.


Podemos concluir que a Palavra de Deus condena o vinho alcoólico. E, não poderia ser diferente, pois o álcool contribui (só para enumerar algumas coisas) para o aumento de mortes em acidentes de trânsito, acaba com as famílias, marca negativamente as pessoas que tiveram um parente alcoólatra, vicia, tirando a liberdade dada por Deus, impulsiona homicídios e destrói as células nervosas que são tão importantes para a nossa comunicação com o Espírito Santo. Antes de bebermos algo ou usarmos qualquer tipo de alimento, devemos considerar com reverência as palavras de 1Cor. 10:31: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”.

Jesus, Paulo e o Sábado O QUE A BÍBLIA DIZ A RESPEITO?

Jesus, Paulo e o Sábado

Mais um amigo internauta questionou a validade do mandamento do Sábado, tão claro na Bíblia (Êxodo 20:8-11; Apocalipse 14:7). A seguir, veremos que (1) Jesus não era contra a Lei, mas sim contra a forma como era ensinada pelos líderes da época e que (2) Cristo e Paulo não observaram o sétimo dia “porque eram judeus” (como as pessoas tentam justificar o pecado usando 1 Coríntios 9:20-22 de forma ilícita!).
Ótimo estudo!


O Senhor não guardou o Sábado “porque era judeu” ou para “agradar judeus”. Ao estudarmos detidamente sobre o tema, veremos que o objetivo de Cristo ao guardar esse dia era o fato deste “ser um mandamento de Deus”, dado no princípio, antes de haver o pecado (ver João 15:10; Gênesis 2:1-3). Ele O fazia motivado pelo amor a Deus. O mesmo devemos fazer: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” João 14:15.
Outro fator que leva-nos a crer que Jesus não guardou o Sábado para agradar aos judeus é o fato do mandamento existir antes dos judeus. Quando Deus estabeleceu o dia de repouso (Jesus esteva presente na criação – ver João 1:1-3), não havia judeus na face da terra, mas apenas Adão e Eva (ver Gênesis 2:1-3. Não podemos supor de forma alguma que enquanto Deus “descansava”, ou seja, “cessava suas atividades” no Sábado, Adão e Eva trabalhavam…). Isto indica que o sábado é “do Senhor” (Êxodo 20:10) e não “dos judeus”.


Jesus guardou o Sábado a fim de obedecer ao mandamento divino; o fez para celebrar a criação de Deus, pois, sabia que o Sábado é um memorial do Criador. Ele ensinou enquanto esteve na terra a forma correta de guardá-lo (é dessa maneira que se devem entender textos como Mateus 12:1-14; Marcos 2:23-28; Lucas 6:1-11. O próprio fato de Jesus ser contra a maneira como o Sábado era guardado e intitular-se como Senhor do Sábado prova que Ele jamais teve a intenção de abolir a Lei. Basta analisar Mateus 5:17-19) e não da maneira fanática e extremista dos fariseus.


Com isto, não podemos dizer que Jesus guardava o mandamento para agradar judeus (Seus embates com os fariseus mostram o contrário…), sendo que muitas de suas discussões com os fariseus giravam em torno da forma como este dia deveria ser santificado.


Se Cristo tivesse o intuito de agradar os líderes da época, teria cedido às pressões farisaicas para que observasse o Sábado a seu modo. Como escreveu Christianini:
“Não foi com objetivo de agradar judeus, porque os desagradou bastante, a ponto de ser expulso da sinagoga e da cidade. Queriam atirá-lo ao precipício” – A.B. Christianini, Sutilezas do Erro (2º Edição Revista e Ampliada), p. 187.


Outra forte evidência a favor do mandamento encontra-se em Lucas 4:16 (confira o verso 31): “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.” Lucas 4:16. Ele ensinava neste dia “no poder do Espírito” (verso 14).
Evidências que não deixam dúvidas…


Quero analisar com você três palavras no texto, levando-se em conta a língua original em que foram escritas (grego): segundo”, “seu” e “costume”. As informações a seguir extraí do Léxico Grego de Strong (Sociedade Bíblica do Brasil. CD ROM Bíblia Online. Versão 3.0):
Segundo” – grego “kata”. Significados: 1) abaixo de, por toda parte; 2) de acordo com, com respeito a, ao longo de.
“Seu” – grego “autos”. Significados: 1) ele próprio, ela mesma, eles mesmos, de si mesmo. 2) ele, ela, isto; 3) o mesmo.
“Costume” – grego “etho”. Significados: 1) estar acostumado, habituado; 2) aquilo que é hábito; 3) uso, costume.


Veja que é impossível, de acordo com o original, apoiarmos a ideia de que Cristo “guardava o Sábado por ser judeu” ou por querer “agradar” tal povo. O termo “seu” no grego indica que tal “costume” (hábito) era de si mesmo. Lucas 4:16 poderia perfeitamente ser traduzido da seguinte forma: “… Jesus, de acordo com o seu próprio hábito, entrou num Sábado na sinagoga…”.
O apóstolo Paulo também guardou o Sábado. E você?


Interessante é que as mesmas expressões aparecem também em Atos 17:2. Isto indica, sem margem para dúvidas, que também o apóstolo Paulo guardava o sábado por sua própria convicção! Para comprovar isso, em Atos 16:13 temos um episódio em que Paulo guardou o sábado ao ar livre, em um lugar tranqüilo, longe das sinagogas e em um país estranho. Ora, se ele quisesse santificar o Sábado apenas para agradar os judeus, então por que o fez em uma província Romana? Isso se constitui numa prova fortíssima de que Paulo não guardou o sábado nesta cidade só porque ali havia mulheres judias; o fez também porque é um dos mandamentos de Deus.


Destaco também o fato de grandes comentaristas afirmarem que o mais provável era que Lídia não era de origem judaica, mas uma gentia convertida ao judaísmo (o termo “temia a Deus” [original] em Atos é usado para referir-se aos gentios que, como Cornélio, haviam aceito o judaísmo e adoravam a Deus [prosélitos]). Billy Graham, grande pregador, é sincero em afirmar que este texto (Atos 16:13) é um dos “pontos fortes dos Adventistas em favor do sábado”. 


O evento registrado em Atos 13:42-44, ocorrido (aproximadamente) 45 anos após a cruz, indica que, mesmo após a morte o Salvador, o Sábado vigorou. Lembremos que naquela reunião “não estavam apenas judeus”, mas também gentios e prosélitos. Seria uma “ótima oportunidade para ensinar” (ou pelo menos introduzir o assunto) que o dia de repouso não mais vigorava… Mas, isso não aconteceu.


Atos 18:3-4 e 11 também é muito esclarecedor. Paulo, “segundo seu costume” (Atos 17:2 – já vimos o significado do termo “seu”, no grego), após uma semana de trabalho, discorria com seus ouvintes, judeus e gregos, acerca das Escrituras. Ele ficou nesta cidade (Corinto) um ano e seis meses, o que indica que ele teve tempo suficiente para ensinar ao povo que o dia de repouso “havia mudado”. Entretanto, ele não fez isto. Muito pelo contrário: durante este período, guardou nada menos que 78 Sábados. Isso não lhe diz algo?
Após essas evidências, a única conclusão a que podemos chegar é a de que, muito mais do que apenas manter contato com os judeus na sinagoga, o apóstolo Paulo observava o preceito porque “tinha prazer na lei de Deus” (Romanos 7:22) por considerá-la “santa, justa e boa” (Romanos 7:12) e porque amava seguir o exemplo de seu salvador (1 João 2:6; Gálatas 2:20; Lucas 4:16, etc.).


O apóstolo guardou o Sábado por toda a sua vida (Atos 25:8). Nunca foi contra a lei de Deus, mas sim oponente a um sistema religioso que considerava a lei um meio de salvação ([Ler 1 Timóteo 1:8.] Vemos isso especialmente em Gálatas e Romanos. Lendo os capítulos 7 e 8 deste último livro podemos ver que nós estamos livres é do pecado e não da lei. Quando o apóstolo afirma que “morremos para a lei” [Romanos 7:4] o faz no sentido de que não dependemos dela para ser salvos, pois, não somos mais condenados por ela. Compare com Romanos 6:14, 7:25, 3:31, 6:15).


E, para finalizar: o apóstolo não considerou a lei de Deus como sendo “ministério da morte…” (2 Coríntios 3:7) e muito menos “transitória” (2 Coríntios 3:13), pois lei não é sinônimo de ministério. “Ministério da morte” refere-se à antiga ministração da lei, ou seja, aos meios como era ensinada e aplicada. O que foi “abolido” no verso 14 é o “antigo concerto”. A forma como era ensinado o evangelho (por meio de sacrifícios de cordeiros que simbolizavam a Cristo – João 1:29) não era mais necessária.


A palavra grega que aparece no verso é diatheke (concerto, acordo) e não nomos (lei). Conquanto o decálogo fizesse parte do antigo concerto [em algumas ocasiões a Bíblia chama a lei de Aliança (ver, por exemplo, Deuteronômio 4:13). Isso ocorre não porque a lei em si seja o antigo concerto, mas porque ela possuía uma íntima relação com ele. [A fim de entender melhor esta forma bíblica de expressão, compare Deuteronômio 4:13 com o cap. 9:21]. A lei possuía existência independente e, portanto, não cessou juntamente com a antiga aliança (mesmo sendo salvos pela graça não deixamos de guardar os mandamentos, entre eles: “não roubarás’, “não dirás falso testemunho”… ). Prova disto encontramos no fato de, sob o Novo Concerto, a lei ser “escrita no coração” daquele que segue a Cristo (Leia Jeremias 31:33, Hebreus 8:10).
O Sábado é uma das únicas instituições (a outra é o casamento) que ainda possuímos de um mundo sem pecado. Não o tiremos de nossa experiência cristã.

Deus lhe ilumine,

O “inferno” no Salmo 9:17 O INFERNO EXISTE MESMO?

O “inferno” no Salmo 9:17

Infelizmente, os tradutores colocaram a palavra “inferno” na Bíblia ao invés de preservar os termos originais ou traduzi-los da forma correta. A palavra inferno é latim (inferi) e significa inferior, que vai para baixo. O termo foi distorcido pela filosofia greco-romana e não faz parte do pensamento bíblico judaico.
Se a Bíblia original não foi escrita em latim, por que colocar um termo desses que gera mais confusão do que esclarecimento? Não questiono o lindo e sério trabalho dos tradutores, e sim a precisão deles. Queiramos ou não, somos influenciados por nossos pressupostos e isso, com certeza, interferiu na tradução dos termos hebraicos e gregos para “inferno”.

Mais, deixando isso de lado, vamos entender o Salmo 9:17. Veja como ele é apresentado na versão Almeida, Revista e Atualizada:

“Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.” Salmos 9:17.
A palavra hebraica no texto é “sheol” e se refere ao “mundo dos mortos”, “sepultura”, etc. Mas, JAMAIS ela é empregada na Bíblia com o sentido de lago de fogo (outros termos sim, mas, referindo-se ao fogo que castigará e consumirá os pecadores não arrependidos DEPOIS do milênio – ver Apocalipse 20).
Isso nos ajuda a entender o porquê de outras versões traduzirem o termo “sheol” de outras maneiras:
“Eles acabarão no mundo dos mortos; para lá irão todos os que rejeitam a Deus”. Salmo 9:17 (BLH – Bíblia Na Linguagem de Hoje)


“Os ímpios serão trasladados ao sheol, todas as nações que se olvidam de Deus”. Salmo 9:17 (RVA – Versão Reina Valera, Espanhola.)

“Os mais volverão ao sepulcro; todos os gentios que se olvidam de Deus” Salmos 9:17, (SEV – Las 1569 Sagradas Escrituras).

A Nova Versão Internacional (NVI) assim traduz o termo:
“Voltem os ímpios ao , todas as nações que se esquecem de Deus!”
Desta forma, o Salmo 9:17, assim como outros versos, deve ser traduzido por “sepultura” (forma literal), “mundo dos mortos” (forma figurada), “pó”, etc., pois tanto num lugar quanto noutro os mortos estão inconscientes (Eclesiastes 9:5, 6, 10; Salmo 6:5) e ambas as expressões equivalem-se.

Todos, bons e maus, vão para sepulcro depois da morte. Entretanto, a diferença está no fato de que os ímpios ficarão neste lugar (sepultura), em estado de inconsciência “para todo o sempre”, após o seu castigo (que varia em intensidade e duração – ver Lucas 12:47, 48), enquanto que os justos serão ressuscitados para a vida eterna (ver 1 Coríntios 15:23, 51-54; 1 Tessalonicenses 4:13-16).
Um abraço e conte comigo sempre.

O “inferno” em Provérbios 15:24 O INFERNO EXISTE MESMO?

O “inferno” em Provérbios 15:24

“Para o sábio há o caminho da vida que o leva para cima, a fim de evitar o inferno [sheol, no hebraico], embaixo.” 


Certa vez, um oponente distorceu o sentido do texto citado a fim de apoiar sua tese imortalista. Antes de atentar para o texto, é importante destacar a ideia que deixei implícita na explicação do Salmo 9:17: quando um termo original possui várias traduções, é importante analisarmos outras versões bíblicas que traduzem o mesmo verso.


Vejamos o texto em outras versões a fim de que seu sentido torne-se mais claro:
“A pessoa sábia não desce pelo caminho da morte, mas sobe pela estrada da vida.” - Nova Tradução Na Linguagem de Hoje – NTLH.

“O caminho da vida conduz para cima quem é sensato, para que ele não desça à sepultura – Nova Versão Internacional – NVI.

Perceba que Provérbios 15:24, em conexão com o termo hebraico sheol, está afirmando que o sábio escolhe o bom caminho e não o mau, que conduz à morte prematura. “A forma de viver do sábio o conduz para cima. Poderá ser uma ascensão difícel, porém, tem suas recompensas” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3. p. 1014).


A pessoa justa não desce para o caminho da morte mais cedo (há exceções) por que não faz escolhas erradas. Ao invés disso, obedece a Deus e, conseqüentemente, vive bem. Provérbios 23:14 tem também este sentido, em especial: o de que a educação poderá salvar a vida da criança da morte antecipada em decorrência da desobediência, proporcionando-lhe longevidade.


Portanto, mais um texto bíblico que NADA tem a ver com a doutrina medieval do tormento eterno…

O “inferno” em Ezequiel 32:21 EXISTE MESMO O INFERNO?

O “inferno” em Ezequiel 32:21

“Os mais poderosos dos valentes lhe falarão desde o meio do inferno, juntamente com os que a socorrem: Desceram e estão lá os incircuncisos, traspassados à espada.”
Esse texto é assim traduzido pela Almeida, Revista e Corrigida. Mas, é na Almeida, Revista e Atualizada que a tradução está correta, pois, o termo latim “inferno” não faz parte do original:
“Os mais poderosos dos valentes, juntamente com os que o socorrem, lhe gritarão do além: Desceram e lá jazem eles, os incircuncisos, traspassados à espada.” Ezequiel 32:21


Em vista do que vimos anteriormente (no post referente ao Salmo 9:17), especialmente em Eclesiastes 9:5-6 e 10, não podemos de forma alguma crer que no “além” (mundo dos mortos) há consciência. Sendo que o termo sheol é especialmente aplicado nas Escrituras num sentido figurado para descrever a morada dos mortos, a conclusão a que podemos chegar é que este “clamor” por parte dos ímpios ao Egito é simbólico. “A linguagem essencialmente figurativa e alegórica desta lamentação exclui a idéia de que o profeta nutrisse a crença de que os mortos não estivessem realmente mortos, mas que vivessem como sombra no sheol… E do mesmo modo que uma parábola, uma alegoria como esta não serve de fundamento para uma doutrina teológica” (APOLINÁRIO, Pedro. Explicação De Textos Difíceis da Bíblia. 4a edição corrigida, p.p. 134 e 135).


É comum na Bíblia os autores usarem o recurso da personificação para “dar vida” a seres ou objetos não conscientes, com o objetivo de gravar melhor na mente das pessoas o ensino espiritual que querem transmitir. Leia Juízes 9:7-21 e verá que árvores são personificadas.


Se dissermos como base em Ezequiel 32:21 que os mortos “falam”, então temos que fazer o mesmo em relação a Juízes 9 e chegarmos à conclusão horrorosa de que as árvores podem falar…

2 Coríntios 5:8 e Filipenses 1:23: “Deixar o corpo para partir e estar com Cristo”

Um querido amigo perguntou-me se havia contradição entre Eclesiastes 9:5-6 e 10, 2 Coríntios 5:8 e Filipenses 1:23. A pergunta dele me motivou a elaborar uma breve resposta sobre o assunto para que lhe auxilie, querido (a) leitor (a), em seu estudo das Escrituras.



Em uma primeira leitura – sem análise contextual parece haver contradição entre os textos mencionados. Porém, estudando-os no contexto bíblico em que foi escrito; e levando em conta outros versos de Paulo que ensinam acerca do momento em que os justos receberão a recompensa, tudo ficará esclarecido.
O texto de Eclesiastes 9:5, 6,7 e 10 está em harmonia com os demais versos das Escrituras. Alguns exemplos:


“Se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria”. Jó 4:21.
“Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança”. Salmo 17:15.


“Lembra-te de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver o bem. Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos me procurarão, mas já não serei”. Jó 7:7-8.
“Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?” Salmo 6:5.
“Os mortos não louvam o SENHOR, nem os que descem à região do silêncio”. Salmo 115:17.
“Que proveito obterás no meu sangue, quando baixo à cova? Louvar-te-á, porventura, o pó? Declarará ele a tua verdade?” Salmo 30:9.
“A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço; o pai fará notória aos filhos a tua fidelidade”. Isaías 38:18-19.


“Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda”. 1 Coríntios 15:23.
“E serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos”. Lucas 14:14.
“De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:40.
“Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios”. Salmo 146:4.


“Mostrarás tu prodígios aos mortos ou os finados se levantarão para te louvar? Será referida a tua bondade na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos? Acaso, nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?” Salmo 88:10-12.
A Bíblia é clara em afirmar que, ao morrer, a pessoa dorme (Jeremias 51:57; Daniel 12:13). Jesus também se referiu ao estado do homem na morte com sendo um sono (João 11:11-14). Esse fato nos ensina sobre a importância de usarmos o conjunto das Escrituras (ler Isaías 28:10) para que possamos compreender qualquer doutrina.


Deixemos que Paulo fale por si…
Em ambos os textos, (2 Coríntios 5:8 e Filipenses 1:23) o apóstolo fala que gostaria de estar com Cristo não no momento da morte, mas quando fosse ressuscitado. Essa conclusão não é pessoal e sim baseada em 2 Timóteo 4:6 e 8, 1 Tessalonicenses 4:13-18 e 1 Coríntios 15:51-54:


“Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia [volta de Jesus!]; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.”
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras [com a doutrina da ressurreição e não com o ensino de que a alma ou espírito vai para um lugar melhor...].


“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados [Evento único, não separado!]. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.”
Esses versos tomados em conjunto nos permitem crer que:
1) Paulo tinha conhecimento de que receberia a coroa da justiça “futuramente”, por ocasião da volta de Jesus e não após a sua morte (2 Timóteo 4:8);


2) Paulo diz que os mortos em Cristo dormem (1 Tessalonicenses 4:13) e que, por ocasião da volta de Jesus os vivos transformados e os mortos em Cristo serão arrebatados JUNTOS [veja: os mortos não vão para um lugar intermediário primeiro!] para encontrar o Senhor nos ares e estar para sempre com Ele (conferir os versos 14-17). Se os mortos irão para o Céu COM OS JUSTOS VIVOS (não antes) quando o Senhor vier buscar Seus filhos, isto deixa claro que ninguém está no Céu ainda, “em espírito”.
3) O que vai para o Céu não é um “espírito imaterial” mas sim um corpo transformado e glorificado. (ver 1 Coríntios 15:51-54).


Como bem concluiu o Dr. Oscar Cullmann (Luterano e uma das maiores autoridades em Novo Testamento que já pisaram nesse planeta) em seu livro “Imortalidade da alma ou ressurreição dos mortos?”: a dicotomia (separação entre corpo e alma) do filósofo grego Platão (428/27 a.C – 347 a.C.) não se harmoniza com o ensino bíblico da ressurreição dos mortos.


Assim, a doutrina da “consciência” e uma possível “recompensa após a morte” não é bíblica.
Para mais detalhes, veja um agradável debate que tive com um Dr. Presbiteriano (educadíssimo) a respeito do assunto: http://www.youtube.com/results?search_query=rit+tv+leandro&search_type=&aq=f

O que é o “mundo dos mortos” mencionado em Efésios 4:9?

O que significa o “mundo dos mortos” mencionado em Efésios 4:9, na NTLH? Cléia, telespectadora.
 
Realmente, Efésios 4:9, na Nova Tradução Na Linguagem de Hoje (NTLH) apresenta a expressão “mundo dos mortos” para se referir ao lugar onde Jesus “desceu” por ocasião da morte. Por ser uma tradução livre (não ao pé da letra), a NTLH traduz o texto reinterpretando-o. Por isso, vários textos doutrinários não estão de acordo com original grego. Recomendo a utilização dessa Bíblia mais para leitura devocional, pois, para entendermos o texto bíblico, precisamos de versões que estejam mais próximas possíveis ao original.
Na Bíblia, a expressão “mundo dos mortos” se refere à “morada” dos mortos, ou seja: a sepultura (confira Mateus 12:40).


Vejamos algumas traduções mais fiéis ao original (Grifos acrescentados):
Nova Versão Internacional (NVI): “Que significa “ele subiu”, senão que também havia descido às profundezas da terra?”
Almeida, Revista e Atualizada (ARA): “Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?”em>


O comentarista Moody destaca que o texto possui outro significado (em relação à frase “regiões inferiores da terra”): “Parece mais provável, entretanto, que é simplesmente uma referência à Sua vinda do céu”. (Comentário Bíblico Moody, 2001, p. 25)
O ensinamento bíblico de Efésios 4 nos mostra a grandiosidade da graça de Deus em salvar o ser humano. 


O fato de Jesus morrer na cruz e ir para a sepultura em nosso lugar (Ele experimentou a morte eterna) deu a possibilidade de também recebermos dons espirituais para nosso crescimento e benefício das outras pessoas. Isso por que ao voltar para o Céu Ele assentou-se novamente no Seu trono (Hebreus 1:3) e enviou o Espírito Santo (João 16:7; 15:26) como Auxiliador (João 14:16) e Agente Capacitador da Igreja (Atos 1:8).


Deus lhe abençoe.